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Tive meu primeiro contato com as runas dia desses. A primeira pedra que saiu foi Is (ou Isa). Enquanto ouço sua descrição penso que, realmente, todos os caminhos levam à Roma. Saturno é um planeta seco e frio, e a pessoa à minha frente descreve a pedra falando em gelo, neve, frio, aridez, força e resistência. Is está no caminho que liga a sefirá Guevurah a sefirá Hod. Guevurah é força, desejo de contenção e Hod é esplendor e também o pensamento concreto focado na realização.
Astrologicamente falando Saturno é quem nos faz contar o tempo através de experiências acumuladas. Tempo para prantear e tempo para sorrir. Tempo para semear e tempo para colher. O oráculo está em perfeita sintonia com a Astrologia e, certamente, com o Tarot, a Numerologia, os Búzios e tantos outros saberes.
Lembrei também do físico e astrônomo Walmir Thomazi Cardoso, que me disse ter a Astrologia uma leitura cultural, enquanto discorria sobre a forma dos índios Tukano fazerem a interpretação dos astros no céu, para prever épocas de pesca, caça ou festas.
Puxo a mente e a atenção de volta para a moça que, à minha frente, interpreta as runas. Ela descreve as qualidades do gelo dizendo que ele tanto preserva um órgão pulsante e vivo, durante o transporte de um local a outro, sendo conduzido para uma cirurgia de transplante, quanto pode ser o causador de congelamento nas extremidades do corpo humano, ocasionando a gangrena e a amputação. Que bela descrição da dualidade presente na vida humana. Com que rica simplicidade ela resumiu os conceitos de luz e sombra. O gelo que preserva a vida é o mesmo que provoca morte. Todos os planetas e signos têm qualidades que, se levadas a extremos, transformam-se em defeitos. Não há signos bons ou ruins, da mesma forma que não há cartas de tarot boas ou más, tudo depende do assunto em pauta, do objetivo pretendido.
No livro de Gênesis, capítulo 11, os versículos de 1 a 9 falam da construção da torre de Babel. Os homens se reuniram com o objetivo de construir uma torre forte e alta o suficiente para chegar ao céu. O Senhor viu, comentou que todos falavam a mesma língua e tinham o mesmo objetivo, por isso seriam capazes de feitos inimagináveis. Então Ele fez com que cada um passasse a falar uma língua diferente e, a partir daí, se desentenderam e a construção parou.

Vejo essa torre de Babel como todo o conhecimento (saber) aprendido e ainda por aprender. O conhecimento foi fragmentado, dispersado, mas hoje começamos a construir as pontes entre esses fragmentos. Por isso vemos que, aos poucos, juntando todas as matérias e especializações, retomaremos a construção da torre de Babel. Sim, todos os caminhos levam à Roma, à luz, ao início e à inteireza.
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